A chefe da Ciretran de Nova Mutum, Fernanda Leguisamon, confirmou que o órgão não está atendendo o público, desde o início da paralisação, semana passada. “Trabalhamos em sete servidores e todos estão em greve. Estou realizando apenas trabalhos internos. O atendimento ao público não está sendo feito. Não há como fornecer os serviços do sem os outros funcionários”, explicou. Emissão de documentos para veículos novos, vistorias e demais atividades deixaram de ser feitas.

O chefe da Ciretran de Lucas do Rio Verde, Adalberto Coelho Fernandes, informou que a maioria dos profissionais aderiu. O atendimento à população é feito das 12h às 17h, com entrega da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Certificado de Registro de Veículos (CRV) e transferências de veículos emitidos antes do início da greve. Além disso, são emitidos Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), que é o licenciamento anual, bem como a coleta de imagem para o processo de CNH e o registro de contratos das financeiras. Custódio disse que não foi feito levantamento do número de processos parados. “Para renovação de CNH, fazemos apenas a abertura e o recebimento do processo. Para o processo de transferência de veículos, primeiro emplacamento e segunda via do CRV fazemos a abertura do processo. Em todos os casos é necessário a apresentação da devida documentação”.

Alguns serviços continuam sendo feitos online como licenciamento anual, a 2ª via da CNH e a CNH Definitiva. Os documentos podem ser entregues em casa, conforme solicitação do usuário, após o pagamento das taxas. O prazo para entrega do licenciamento é de até 72 horas e a CNH em até 10 dias.

A assessoria do Detran informa que as unidades de Tapurah e Sorriso também estão atendendo parcialmente.

Em Sinop, conforme já informou, são mais de 30 profissionais que trabalham na Ciretran e agência vip que aderiram à greve que tem causado prejuízos para empresas e transtornos para milhares de usuários.

Ontem, era esperada negociação de conciliação, mediada pelo judiciário, em Cuiabá. O governo não compareceu mas esclareceu porque a equipe econômica esteve na primeira audiência de conciliação, na última segunda-feira, “realizou uma reunião com a diretoria do sindicato ontem mas não chegou-se a um acordo. Apontou também que a greve dos servidores do Detran é ilegal, como prevê decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), com repercussão geral reconhecida, em que é projetado ao grevista o ônus de comprovar a legalidade da paralisação. Diante das tentativas falhas em chegar a um consenso, o governo decide que não irá mais negociar com grevistas em situação ilegal”

O governo esclarece ainda “que haverá corte de ponto daqueles que não comparecerem ao posto de trabalho, prejudicando os serviços prestados à população. Como prevê a mesma decisão do STF: “O corte de ponto é necessário para a adequada distribuição dos ônus inerentes à instauração da greve e para que a paralisação, que gera sacrifício à população, não seja adotada pelos servidores sem maiores consequências”. Vale lembrar que os servidores do Detran-MT tiveram ganho real de salário entre os anos de 2012 e 2014, garantidos pela lei 9.665/2011, além da reposição inflacionária (RGA) que foi paga a todos os servidores do Estado em 2015 e 2016, e que para 2017 e 2018 também já estão garantidas por lei”.

A categoria cobra revisão da tabela salarial e decidiu, em assembleia, fazer greve por tempo indeterminado.