A Polícia Civil divulgou, esta tarde, o balanço da  operação “Panópticos” com treze presos, 20 quilos de drogas, dinheiro, munições, armas, dois veículos, celulares e explosivos apreendidos.  A investigação também teve caráter preventivo para coletar dados sobre uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios, na prática de diversos crimes como tráfico de drogas, crimes patrimoniais (roubos e furtos em residências, comércios e veículos), homicídios, explosão de caixas eletrônicos e outros. Foram cumpridos 4 dos 5 mandados de prisão expedidos contra 3 assaltantes de bancos e feitas 62 buscas e apreensão em oito cidades, com apoio das delegacias regionais de Água Boa, Cáceres, Guarantã do Norte, Nova Mutum, Rondonópolis e Tangará da Serra, locais onde foram cumpridas as buscas.

Na região de Cuiabá foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 5 ordens de prisão contra três assaltantes de bancos. As demais buscas foram decretadas para o interior do Estado. Em Água Boa foram 18 mandados de busca e apreensão. Na capital os policiais apreenderam 14 tabletes de maconha e 1 de pasta base, culminando na prisão de dois homens e uma mulher por tráfico de drogas. O local foi um dos pontos com buscas determinadas pela justiça.

Ainda na capital, na região do São Gonçalo Beira Rio, Robson Antônio da Silva Passos, o “Robsinho”, foi preso em cumprimento de mandado de prisão preventiva, por roubo a banco. Ele era alvo da operação “Luxus”, desencadeada no dia 4 de maio, quando 17 membros de uma organização criminosa tiveram mandados de prisão decretados por roubos a bancos. Na ocasião, o assaltante fugiu pelos fundos da casa, no Bairro Jardim Mossoró, só de cueca e o celular nas mãos. A informação é da Polícia Civil.

O lucro da quadrilha foi estimado R$ 5 milhões, ‘investidos’ em veículos (carros e motos) importados, lanchas, viagens, festas com amigos e mulheres. Tudo era ostentado abertamente nas redes sociais, acrescenta a polícia.

Um assaltante de banco teve a ordem de prisão cumprida dentro da Penitenciária Central do Estado. Ele tem envolvimento no roubo do Banco do Brasil, em abril de 2016, e de uma cooperativa de crédito.

Em Rondonópolis, foram cumpridos seis mandados de buscas resultando na prisão de 4 pessoas e apreensão de um menor, por crimes de tráfico de drogas, posse de artefatos  explosivos, violação de direitos autorais, devido a apreensão de CD e DVD e bonés, e crime ambiental, pela apreensão de uma paca abatida em comércio da cidade. Também houve apreensão de anotações e adesivos relacionados a uma facção criminosa, celulares e outros produtos.

Em um dos pontos também foram apreendidos R$ 2.450 com indícios de falsificação nas notas de 100 e 50 e confirmada serem falsas as cédulas de 10 e 5. Uma pessoa foi presa e autuada na Polícia Federal por moeda falsa.

“Buscamos a identificação desses indivíduos que se dizem faccionados, integrantes de organizações criminosas. Nosso objetivo é possibilitar que sejam identificados, a conduta individualizada para que possam ser submetidos ao sistema penal. Só o fato de integrar organização criminosa possibilita pena de 3 a 8 anos de reclusão”, disse, através da assessoria, o delegado titular do GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado), Diogo Santana Souza.

O diretor do Interior da Polícia Civil,  Wladimir Fransosi, ressaltou a importância dada ao trabalhos dos núcleos de inteligência das delegacias do interior. “Acompanham sistematicamente grupos criminosos, enriquecendo de informações os relatórios encaminhados a diretoria de Inteligência, assim como auxiliam com prisões, fruto desse trabalho de inteligência policial nas localidades”, disse.

O nome da operação, Panóptico, significa construção, cuja estrutura faz com que se consiga observar a totalidade da sua superfície interior a partir de um único ponto. O termo foi utilizado pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Benthan em 1785, para designar um modelo de penitenciária ideal.