Você é favorável ou contrário ao horário de verão? Já pensou em ser ouvido sobre o assunto? Pois é isto que acontecerá em breve, já que o governo federal estuda a realização de uma enquete com a população. A possibilidade consta em ata da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de 3 de agosto, que discutiu a efetividade do horário de verão no país e deve ser colocada em prática nos próximos dias. Entre a população, o tema divide opiniões e mesmo aqueles que são favoráveis ou contrários à manutenção desta política apontam os prós e contras.

O empresário José Souto, 58, acredita que o horário de verão é necessário para adequar o dia à noite, porque “anoitece mais tarde”. “Hoje, por exemplo, você sai às 18h e já é noite. E com o horário de verão o dia vai ficar mais adequado. Eu sou a favor do horário de verão”, diz.

Assim como o empresário, o morador de Nova Mutum Iberê Barbosa, 61, também é a favor. “Eu sempre fui a favor porque a gente começa mais cedo as atividades e termina mais cedo, e aí você descansa mais. Mas, tem outras pessoas que não veem dessa forma, porque saem por aí perambulando e são prejudicados. Sabendo aproveitar, não tem coisa melhor, por isso sou a favor”, afirma.

Já o mestre de obras Elizeu Aparecido Marques Correa, 52, é contra. “Em uma parte é bom, em outra é ruim. Porque você chega mais cedo, mas também tem que levantar mais cedo. A turma fala que economiza energia, mas você não tem que ligar a lâmpada ao levantar? Não é a mesma coisa? Então, por isso sou contra”, argumenta.

O questionamento sobre a efetividade do horário de verão surgiu durante reunião do CMSE, que interpretou que a adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema. A decisão, no entanto, cabe à Casa Civil da Presidência da República, que já sinalizou para a realização de uma enquete com a população, informação confirmada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

O Ministério repassou dados sobre a economia no consumo de energia com a adoção do horário de verão, que reduziu 63% de 2013 para 2016. Em 2013, o país economizou R$ 405 milhões. No ano seguinte, o montante baixou para R$ 278 milhões. Já em 2015, a economia foi de R$ 162 milhões e no ano passado chegou a R$ 147 milhões. Os dados do último período (2016/2017) não foram divulgados pela Pasta.