Na tarde desta terça-feira (08), produtores rurais, comerciantes, empresários, organizações e autoridades de Sorriso se reuniram com os motoristas que organizam a série de protestos na BR-163 que já dura oito dias.

Paulo Silvestro Presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Sorriso) ressaltou a importância da categoria para todos os segmentos do comércio. “Sem caminhão e sem o motorista o Brasil para. Por isso, o comércio organizado está aqui, manifestando apoio aos caminhoneiros que, transportam nossas mercadorias diariamente de todos os cantos do país”, disse.

Mesmo com dificuldades para escoar a safra de milho por conta dos bloqueios nas rodovias, os produtores rurais fizeram questão de se unir a categoria e chamar a atenção do Governo para uma questão que atinge todo o povo. O agricultor Luiz Carlos Nardi, que está com os manifestantes desde o primeiro dia de protestos, explicou que os produtores rurais dependem diretamente dos caminhões. “O que eles estão reivindicando que são recursos para a Polícia Rodoviária Federal, melhoria nos preços dos combustíveis e redução do preço do pedágio afeta o nosso custo de produção”.

Nardi ainda disse que o apoio dos sorrisenses é uma injeção de ânimo para os manifestantes que estão lutando por uma causa que atinge todas as pessoas.

O vice-prefeito Gerson Bicego também foi ao local e informou que o prefeito Ari Lafin acompanhado de uma comitiva, está em Brasília para se reunir com o Ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha para buscar as respostas que os manifestantes estão buscando.

Alta do combustível

No último dia 20, o governo anunciou um decreto aumentando a alíquota do PIS e Cofins sobre os combustíveis. A tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro; a do diesel, R$ 0,21; e a do etanol, R$ 0,20 por litro.

O decreto chegou a ser suspenso por decisão de um juiz da 20ª Vara Federal de Brasília em 25 de julho. A Advocacia Geral da União recorreu e, no dia seguinte, o Tribunal Regional Federal (TRF-1) anulou a decisão que suspendia o aumento.

A Justiça Federal em Macaé, no interior do Rio, suspendeu o aumento das alíquotas do PIS e Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol. A decisão, publicada na tarde desta quinta-feira (3), é válida para todo o território nacional e suspende os efeitos do Decreto 9.101/207, de 20 de julho, que aumentou, em média, em R$ 0,41 o preço do litro do combustível.