Nesta semana o Ministério da Agricultura lançará o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 17/18, com a expectativa de que o valor do crédito federal fique próximo ao da safra 16/17. Enquanto isso não se confirma, o que já se observa é a disponibilização do chamado “pré-custeio” em patamar acima ao dos últimos anos para os períodos de janeiro e abril deste ano, de R$ 14,82 bilhões.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as culturas que mais “absorveram” esse crédito foram soja, milho, café, cana-de-açúcar e trigo. “O destaque nessa movimentação de crédito fica com a soja de Mato Grosso, que demonstrou participação acima à dos últimos anos no crédito destinado à agricultura brasileira”.

Conforme o boletim do instituto, divulgado ontem, dos R$ 14,82 bilhões disponibilizados até agora, R$ 1,45 milhão foi destinado ao custeio da soja mato-grossense. Na safra passada, a oleaginosa no Estado absorveu R$ 1,28 milhão dos R$ 14,7 milhões disponíveis. Na safra 2015, a soja mato-grossense tomou R$ 280 mil dos R$ 9,3 milhões disponibilizados entre janeiro e abril.

De acordo com o Imea, “ao que tudo indica”, os recursos federais tendem a aumentar a sua participação no financiamento da nova safra de soja em Mato Grosso, em comparação com os recursos próprios, “em virtude, sobretudo, dos altos custos da safra 16/17, além do atraso nas vendas da safra spot, que comprometeu a capitalização do produtor para o novo ciclo”.