Um frigorífico que estava paralisado desde maio de 2016 se organiza para retornar as atividades plenas de produção em São José do Rio Claro.

O proprietário, Roberto Veronese, que mantém outra planta industrial no município de Juína, informou que a estrutura rio-clarense reiniciou os processos na segunda quinzena de maio.

A indústria local tem abatido uma média diária de 150 animais, mas o empreendedor prevê que em breve opere com capacidade plena, que é de 200 bovinos ao dia. A empresa, habilitada à exportação, mantém 75 funcionários atualmente.

O frigorífico rio-clarense fora arrendado para outra empresa com sede no Paraná, a qual não conseguiu manter as operações, e em fevereiro deste ano o contrato de arrendamento foi interrompido. Em Juína, a planta industrial está sendo reformada para ampliar a capacidade de abate para 500 bovinos/dia. A média diária atual é de 240 animais, a qual pode chegar a 300.

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado Mato Grosso (Indea-MT) habilitou a empresa por meio do Serviço de Inspeção Sanitária Estadual (Sise), de modo que os estabelecimentos realizem o trânsito e comércio mato-grossense. Para garantir a venda interestadual de carne pelos frigoríficos não-exportadores, Mato Grosso deverá ingressar ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA).

De acordo com o superintendente do Ministério da Agricultura em Mato Grosso, José de Assis Guareschi, é necessário cumprir com os trâmites burocráticos para alçar êxito.

“O Estado já solicitou a adesão e o Mapa sinalizou com a documentação complementar. O Indea está fazendo os ajustes para obter a aprovação”, resumiu.

Além das unidades que poderão ser enquadradas no novo sistema que permitirá a comercialização interestadual, há unidades que pleiteiam a habilitação ao Serviço de Inspeção Federal (SIF). Nesta situação há um frigorífico de Alta Floresta, concluiu Guareschi.

Outras plantas no Centro-Oeste também articulam a retomada das atividades em Mato Grosso do Sul e Goiás.