A Polícia Civil indiciou 11 pessoas suspeitas de integrar um esquema montado para desvio de mercadoria da empresa de metal com sede em Sinop, a 503 de Cuiabá a partir do cancelamento de notas fiscais. O esquema é investigado na Operação Confidere deflagrada em março nos municípios de Alta Floresta, Tangará da Serra, Sorriso e Sinop. Os presos devem responder por furto e organização criminosa.

Entre os presos, estão cinco funcionários da empresa. O gerente da empresa, apontado como líder da quadrilha, também foi indiciado por lavagem de dinheiro.

Durante a operação, 14 pessoas foram presas. Os funcionários da empresa cancelavam as notas fiscais e simulavam que os produtos ainda continuavam no depósito da empresa. Mas essas mercadorias eram comercializadas.

A estimativa da polícia é que a fraude tenha causado um desvio de R$ 13 milhões a R$ 20 milhões. Durante essa operação, batizada de “Confidere”, foram bloqueados R$ 7 milhões em bens dos suspeitos, entre fazendas e carros de luxo.

Foram encontrados comprovantes de mais de R$ 200 mil em imóveis e transações de R$ 1,2 milhões na compra de uma casa. Entre os gastos comprovados, segundo a polícia, estão a compra de cortinas no valor de R$ 30 mil, sofás de R$ 22 mil e utensílios domésticos.

Mais de 1200 notas foram canceladas, mas os materiais mesmo assim foram entregues para os clientes, segundo a polícia. As investigações começaram em janeiro deste ano ano a partir de uma denúncia feita pelo dono da empresa.

Em nota, quando a operação foi deflagrada, o grupo Contini informou que denunciou à polícia, em janeiro de 2017, a existência de desvio de produtos por parte de alguns colaboradores em suas lojas e fábricas de Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Rondonópolis.