Os servidores de 12 unidades do Instituto Federal de Mato Grosso deliberaram, em assembleias ocorridas na semana passada, pela adesão à greve geral nesta sexta (28). A greve foi convocada por diversas centrais sindicais e reúne na luta todos os trabalhadores contra as reformas da Previdência e Trabalhista (PEC 287/2016), a terceirização e o ajuste fiscal.

As centrais sindicais e outros movimentos de trabalhadores organizados convocam toda a sociedade para uma nova manifestação capaz de parar o país e barrar as reformas que, segundo os sindicalistas, retiram direitos. Conforme o coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE/MT), Evertom Almeida, “a greve geral deve bloquear todo o setor produtivo do país, paralisando por completo a economia e forçando o governo a chamar as centrais sindicais para negociar imediatamente.”

A base do sindicato é formada por 17 unidades do IFMT. Cada unidade paralisada tem autonomia para decidir quais serão as atividades realizadas neste dia de paralisação. Muitos já sinalizaram que vão às ruas manifestar e dar corpo à mobilização nacional.

Em Cuiabá, os servidores estão convidados a participar do ato unificado que será realizado na Praça Ipiranga, região central, com concentração a partir das 15h. As unidades que não vão paralisar entendem a importância e seriedade da pauta nacional e vão realizar atividades paralelas de conscientização com servidores, estudantes e comunidade externa.

Demandas

As centrais sindicais, ao aprovarem a realização da greve geral, formularam três eixos de luta, sendo o primeiro contra a Reforma da Previdência, que, se aprovada, representará o fim da aposentadoria dos brasileiros; contra a Reforma Trabalhista, que ameaça acabar com direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora, como férias, 13º salário.

Por fim, a categoria reivindica as Terceirizações, que precarizam o trabalho e ameaçam acabar com a existência dos servidores públicos, podendo acarretar, inclusive, na terceirização da atividade docente e na extinção das carreiras dos professores federais e dos técnico-administrativos em educação. “Essas carreiras são frutos das muitas lutas e greves que realizamos nesses 28 anos de existência do Sinsnafe e não abriremos mão dessas conquistas”, diz o coordenador.