Os policiais civis, agentes penitenciários, professores das redes pública e privada de ensino, médicos e profissionais de transporte público urbano e rodoviário da Capital vão aderir ao movimento nacional contra as Reformas Trabalhista e da Previdência Social e à Lei da Terceirização, propostas pelo governo Michel Temer (PMDB). A paralisação está marcada para a próxima sexta-feira (28).

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) confirma adesão à greve durante o dia todo. Conforme o assessor jurídico do sindicato, Renil Ferreira, os médicos vão trabalhar em regime de plantão, ou seja, somente atendimentos de urgência e emergência serão realizados em todas as unidades médicas do Estado.

“Nós entendemos que todos os trabalhadores estarão de braços cruzados neste dia. Portanto, não haverá necessidade de ter ônibus circulando”, afirma o diretor.

“Vamos ficar um dia sem atendimento de qualquer outro serviço que não seja ala amarela ou vermelha e manutenção da UTI [Unidade de Terapia Intensiva] nos hospitais”, disse Renil.

A tesoureira do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (Sintrae-MT), Nara Teixeira, falou ao que os professores da rede particular estão se mobilizando para aderir ao movimento.

“Nós já mandamos cartas aos pais de alunos, fizemos reunião geral e avisamos as diretorias de escolas que na sexta-feira vamos paralisar as atividades para aderir ao movimento”, disse Nara.

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT) também confirmou por meio da assessoria de imprensa, que toda a categoria vai aderir ao manifesto, portanto na sexta-feira não haverá aula em escolas públicas.

O diretor do Sindicato dos Empregados do Transporte Coletivo, Edival Luiz, informou que tanto os motoristas de ônibus circular urbano, quanto rodoviário, vão paralisar as atividades durante todo dia em Cuiabá e Várzea Grande, sem previsão de funcionamento em regime de escala.

“Nós já mandamos cartas aos pais de alunos, fizemos reunião geral e avisamos as diretorias de escolas que na sexta-feira vamos paralisar as atividades para aderir ao movimento”, disse Nara.

“Nós entendemos que todos os trabalhadores estarão de braços cruzados neste dia. Portanto, não haverá necessidade de ter ônibus circulando”, afirma o diretor.

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários (Sindispen-MT) João Batista, e a diretora financeira do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil (Siagespoc-MT), Edileuza Mesquita, confirmaram à reportagem que ambas categorias não vão trabalhar durante o dia todo.

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ASSOF-MT), Wanderson Siqueira, informou ao que a categoria não vai aderir ao movimento e que os militares devem atuar normalmente.

Em Cuiabá a Nova Central Sindical de Trabalhadores de Mato Grosso (NCST-MT) vai realizar a concentração das lideranças sindicais na Praça Ipiranga, à partir das 6 horas.

Em todo o país serão feitas mobilizações e a estimativa é de que cerca de 10 milhões de trabalhadores cruzem os braços para protestar.