Trabalhadores em greve fecharão todas as guaritas da UFMT

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Os trabalhadores técnico-administrativos da UFMT farão o fechamento total da universidade nesta sexta-feira (11). A guarita que dá acesso à instituição via Avenida Fernando Corrêa da Costa será trancada às 06h30, sendo que o Comando Local de Greve fará um café da manhã para os participantes do ato.

Esta será uma ação integrante do Dia Nacional de Greve, convocado por todas as centrais sindicais do país contra a PEC 55 (antiga241) que prevê o congelamento dos gastos públicos por 20 anos.

Segundo a coordenadora geral do Sintuf-MT, Leia de Souza Oliveira, a Reitoria da UFMT já foi comunicada sobre o fechamento total da universidade. “Nós já oficializamos o ato, e solicitamos o devido apoio para garantir a segurança dos participantes. Destacamos que o direito de ir e vir de todos será respeitado. O que vamos fechar é o acesso de veículos, porém todos podem entrar na universidade a pé”, pontuou Leia.

Às 15 horas, os trabalhadores da UFMT deverão participar do ato unificado na Praça Ipiranga.

Veja nota emitida pela CUT:
A CUT e demais centrais sindicais chamaram, para o próximo dia 11 de novembro, o “Dia Nacional de Greve”. A expectativa é de união de classe trabalhadora contra um governo que tem em sua gênese um golpe parlamentar que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff.


Uma breve análise do cenário político nos últimos meses mostra que desde que Michel Temer (PMDB) sentou na cadeira da presidência, um alvo ficou evidente: os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.


Não faltam motivos, portanto, para que no próximo dia 11 de novembro a classe trabalhadora se una e cruze os braços diante de tantos ataques aos direitos conquistados pela categoria nas últimas décadas. Confira alguns:

PEC 241


Aprovada no último dia 25 de outubro, a PEC 241, que no Senado será PEC 55/2016, prevê o congelamento em investimentos públicos para os próximos 20 anos. A medida irá interferir diretamente nas verbas destinadas à Saúde e Educação, já que os repasses de verbas serão reajustados apenas de acordo com a inflação. Durante os governos de Lula e Dilma, o reajuste era feito acima da inflação.


Pré-Sal


A aprovação do PL 4567/2016, altera o papel da Petrobrás na exploração do pré-sal. Além de não ser mais operadora única, também não terá direito ao mínimo de 30% da produção, conforme previa lei aprovada durante o governo Lula. Com o argumento de adequar a empresa a suas dívidas e abrir o mercado a novos investidores, a medida pode trazer estragos gigantescos a toda uma cadeia produtiva, prejudicar o desenvolvimento tecnológico e ainda fazer do país mero exportador de matéria-prima.


Reforma da Previdência


Uma das medidas anunciadas como prioridade por Temer, a Reforma da Previdência deve aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos e igualar a idade entre homens e mulheres e entre trabalhadores do campo e da cidade. Outra medida que pode prejudicar as aposentadas e aposentados, é que a proposta de Temer prevê a vinculação dos benefícios da previdência aos reajustes de salários mínimos.


Terceirização


O PL 4330, que foi aprovado na Câmara e tramita no Senado como PLC 30, prevê a terceirização da atividade-fim nas empresas. Se aprovado também pelos senadores, o projeto autoriza a precarização do trabalho e pode significar a extinção da CLT. Além disso, o contratante fica livre de responsabilidades quanto ao não cumprimento de leis trabalhistas.


Corrupção


Quando assumiu, Temer fez questão de discursar contra a corrupção. Porém, desde que assumiu, em maio deste ano, três ministros de seu governo foram afastados por suspeita de envolvimento em corrupção: Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência, Fiscalização e Controle) e Henrique Alves (Turismo). Além disso, o presidente retirou o caráter de urgência da tramitação do pacote de medidas anti-corrupção, que foi elaborado pela equipe de Dilma Rousseff e enviado ao Congresso.