Pesquisa aponta que Mato Grosso é o estado mais violento do país

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assaltoCom taxa de 42 mortes a cada 100 mil habitantes, Mato Grosso foi apontado como o estado mais violento do Brasil por um estudo divulgado pelo portal Exame. A pesquisa, elaborada pela consultoria Macroplan, foi publicada no domingo (20), e leva em consideração informações relativas a taxas de homicídios e de óbitos por acidente de trânsito das 26 unidades federativas e do Distrito Federal em 2014.

No outro extremo, com o melhor índice de segurança do país, São Paulo ficou com índice de 0,866, cerca de 13 pessoas são assassinadas por ano a cada grupo de 100 mil habitantes – a taxa é duas vezes menor do que a média nacional, de 29 mortes a cada cem mil.Quem encabeça a segunda colocação no ranking dos estados mais seguros é o Amazonas, que ficou com o saldo de 0,761. O Rio Grande do Sul aparece em terceiro, com índice de 0,745.

Segurança no trânsito

Com relação a segurança no trânsito, o segundo indicador analisado pela consultoria revela que, por ano, 22 brasileiros em cada grupo de 100 mil morrem em acidentes de trânsito. Esse resultado, porém, não é dos melhores. O país da América do Sul com o melhor desempenho é o Chile. Por lá, a taxa de óbitos nas estradas é bem menor: 12 mortes a cada 100 mil habitantes.

O estado brasileiro que mais se aproxima da referência internacional é o Amazonas, onde a taxa é de 13 a cada grupo de cem mil. Já o Piauí, é o lugar onde a morte no trânsito é mais frequente: 40 óbitos a cada 100 mil piauienses – o dobro da taxa nacional.

De acordo com o veículo, no quadro geral boa parte dos estados deixou a desejar. Em dez anos (2004-2014), 19 das 27 unidades da federação reduziram a sua nota no estudo. Ou seja, houve uma piora na área.

Redução de casos 

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) alega que os índices considerados pela pesquisa vem apresentando redução em Mato Grosso nos anos de 2015 e 2016. No último ano, foram registrados 1121 homicídios, contra os 1276 de 2014, o que representa uma queda de 12%. Foi ressaltado ainda que  o  levantamento da Macroplan adota uma metodologia diferente da utilizada Pasta, e que não conta com dados fornecidos pelas Secretarias de Segurança.