Mato Grosso tem pior resultado desde 2010; confinadores avaliaram a atividade como ruim ou péssima

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confinamento gadoO terceiro e último levantamento das intenções de confinamento para 2016 em Mato Grosso foi reali zado ao longo do mês de outubro pelo Instituto Mato-grossense de Economia agropecuária (Imea).

Maior preço médio (média de janeiro a outubro) da série histórica do milho, do farelo de soja, do caroço de algodão e do boi magro. Estes foram os indicadores com os quais os confinadores de Mato Grosso se depararam na hora de realizar o confinamento em 2016.

Com tamanhas dificuldades de “encontrar” uma margem positiva, o número de animais confinados reduziu 8,06% na comparação com 2015, e estabeleceu-se em 615,89 mil bovinos, a menor quantidade enviada aos confinamentos desde 2010.

O descontentamento dos entrevistados com a atividade é perceptível, dos 182 confinadores contatados, 30,21% avaliaram a atividade como ruim ou péssima em 2016. Apesar desta avaliação negativa em 2016, 76,15% dos entrevistados afirmaram que pretendem confinar em 2017, perspectivas de um mercado de reposição de animais com preços mais baixos e de uma safra de grãos boa são as “cartas” deste otimismo para 2017.

Conforme já fora colocado nos antigos relatórios realizados pelo Imea sobre o confinamento em 2016, a desistência pode ser classificada como uma das palavras-chave para a atividade neste ano, já que 45,05% dos informantes contatados afirmaram que não realizaram o confinamento neste ano. Esta é a maior porcentagem já registrada, e a justificativa mais comum para este elevado nível de renúncia na atividade é devido aos altos custos, principalmente com a alimentação dos animais.

O total de bovinos confinados em 2016 é o menor desde 2010. Na comparação com 2015 foram 8,06% animais a menos em confinamentos mato-grossenses, e as regiões que registraram as maiores quedas nos montantes confinados foram: médio-norte e nordeste, com diminuições de 43,92% e 54,86%, respectivamente.

Apenas duas macrorregiões mato-grossenses aumentaram a utilização de sua capacidade estática no comparativo anual, foram elas as regiões noroeste e norte. Enquanto isso, Mato Grosso registrou aumento na ociosidade de suas unidades confinadoras, em 2015 a utilização da capacidade estática dos confinamentos foi de 74,18%, já em 2016, este número caiu para 62,35%.