Mulher de Geller, ex-ministro da Agricultura é presa suspeita de compra de votos

Judite Maria Piccini foi presa nesta sexta (30) em Lucas do Rio Verde (MT). Prisão ocorreu após cumprimento de mandado no posto da empresária.

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Materiais foram apreendidos no escritório de posto de combustível da empresária (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Mato Grosso)
Materiais foram apreendidos no escritório de posto de combustível da empresária (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Mato Grosso)

A empresária Judite Maria Piccini, mulher do ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller (PP), foi presa nesta sexta-feira (30) pela Polícia Civil, em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, por suspeita de compra de votos e posse de munições de arma de fogo.

Ao G1, Neri Geller, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Política Agrícola do Mapa, afirmou que não há irregularidade alguma que possa justificar a prisão da sua mulher e que a inocência dela será provada.

De acordo com a Polícia Civil, ela foi presa durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um posto de combustível administrado pela empresária. A empresária foi levada para a delegacia para prestar depoimento.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rafael Scatolon, no posto de combustível da empresária foram apreendidos documentos, vales-combustível, o que caracterizaria compra de votos, e 16 munições calibre 38.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça, conforme a polícia, após uma denúncia feita pelo aplicativo ‘Pardal’, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Segundo a polícia, a empresária deve ser autuada por crime eleitoral e posse de munição.

Outro lado
De acordo com Neri Geller, foram apreendidos no escritório do posto administrado pela sua mulher 40 santinhos, que ele disse não saber a quem pertence. Anexo ao posto de combustível, está situado o escritório da fazenda do casal, onde, segundo o secretário, foram encontradas as munições apreendidas.

“Eles apreenderam os computadores e tanto a minha mulher, quanto o gerente do posto e a minha secretária executiva foram encaminhados para a delegacia. Mas eu tenho absoluta certeza de que não há nenhuma vírgula errada. O que eles fazem lá [em Lucas do Rio Verde] é perseguir as pessoas quando há perigo de perder a eleição. Tem abastecimento de combustivel, sim, mas tudo está rigorosamente dentro da legislação”, disse.