Mato Grosso intensifica exportação de suínos reprodutores para a Argentina

Animais de alto potencial genético são destaque em granjas do Estado

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suinoO Estado do Mato Grosso vem intensificando suas exportações de suínos reprodutores (machos e fêmeas) para a Argentina em 2016. Somente neste ano, cerca de 700 animais de altíssimo valor genético já foram enviados ao país vizinho.

O avanço dos embarques é uma mostra da qualidade e maturidade da suinocultura mato-grossense e abre a possibilidade para o Estado firmar-se como fornecedor de suínos de alta qualidade genética para os países da América Latina.

Segundo o fornecedor dos suínos, o produtor da Granja Dona Clara de Rondonópolis, Luis Salles, a granja é multiplicadora da Agroceres PIC, empresa responsável pela venda dos animais para a Argentina. “Nós somos uma das poucas granjas que possuem a certificação do Ministério da Agricultura de Granjas de Reprodutores Suínos Certificadas (GRSC), o que demonstra nosso zelo pela sanidade dos rebanhos suínos e minimiza o risco da disseminação de doenças”, pontua.

O gerente de produção da Agroceres PIC, Nevton Hector Brun, explica que a empresa realiza exportações regulares para a Argentina, pois tem uma subsidiária no país. E que a granja Dona Clara, localizada no Mato Grosso foi eleita como uma das unidades de produção a ser utilizada para fornecer os animais exportados, pois possui um alto status sanitário, excelente biossegurança e reprodutores de alto valor genético.

“O Mato Grosso desenvolve hoje uma suinocultura de excelência, com suinocultores que possuem visão empresarial e propriedades que empregam alta tecnologia e têm elevado status sanitário”, afirma Brun. “Nossa ideia é ampliar a exportação de animais do Estado para outros países da América do Sul, como Bolívia e Paraguai”, acrescenta.

Para o presidente da Associação de Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Raulino Teixeira, o desenvolvimento e consolidação de programas de sanidade e o fato do Estado ter recebido em maio de 2016 o status de zona livre de peste suína clássica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), são fruto de um trabalho realizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT) em parceria com a Acrismat.

“Ao preservarmos a qualidade sanitária do nosso rebanho de suínos podemos aumentar a competitividade de nosso produto no mercado internacional. A Acrismat, nos últimos anos vem trabalhando para o fortalecimento do sistema sanitário, e o aumento das exportações para a Argentina demonstra que estamos no caminho certo”, destaca.