Bancários voltam ao trabalho após aprovação de lista de ‘regalias’

Vários itens reivindicados foram aprovados pelos banqueiros, como auxílio morte por assalto de mais de R$ 145 mil

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Os bancário decidiram pelo fim da greve na noite desta quinta-feira (6), em Cuiabá
Os bancário decidiram pelo fim da greve na noite desta quinta-feira (6), em Cuiabá

Os bancários de Mato Grosso encerraram a greve que durou 30 dias no Estado de Mato Grosso em uma articulação feita pela categoria nacionalmente. A aprovação do fim da paralisação veio após uma vitória apertada de 36 favoráveis a volta aos trabalhos contra 35 que queriam continuar com as atividades suspensas ocorrida em assembleia do setor na noite desta quinta-feira (6), em Cuiabá. A partir desta sexta-feira (7) todos os bancos voltam aos trabalhos normais.

Na pauta estavam vários itens reivindicados pela categoria, como período de licença paternidade de 20 dias implantada na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), reajuste de 8% e abono de R$ 3,5 mil ainda em 2016, reposição integral da inflação conforme os indicadores apontados no INPC/IBGE, além de 1% de aumento real em 2017 para os salários e todas as verbas agregadas.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou a proposta que foi aceita de Participação nos Lucros e Resultados (PLR 2016) de 90% do salário mais R$ 2.183,53 limitado a R$ 11.713,59.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou a proposta que foi aceita de Participação nos Lucros e Resultados (PLR 2016) de 90% do salário mais R$ 2.183,53 limitado a R$ 11.713,59. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.769,88.

Parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.367,07. Além disso, ainda na PLR 2016, foi aprovada a antecipação da primeira do parcela do auxílio para ser depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva, sendo 54% do salário reajustado em setembro de 2016, mais fixo de R$ 1.310,12, limitado a R$ 7.028,15 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – ou o que ocorrer primeiro. Além disso, uma parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.183,53, que a categoria reclama que não tiveram.

Sobre o PLR 2017 ficou estabelecido que serão aplicadas as mesma regras, com reajustes dos valores fixos e limites pelo INPC/IBGE de setembro/2016 a agosto/2017, acrescido de aumento real de 1%, com data de pagamento final até 01/03/2018.

Sobre o piso salarial ficou aceito pelos bancários que o piso de portaria após 90 dias seria de R$ 1.487,83, enquanto que de escritório, no mesmo período, seria de R$ 2.134,19. O piso para o caixa/tesouraria ficou em R$ 2.883,01 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).

Na questão dos vales e auxílios o acordo previu auxílio refeição de R$ 32,60, auxílio cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 565,28, auxílio

A requalificação profissional em R$ 1.457,68 e um auxilio funeral de R$ 978,08.

creche/babá (filhos até 71 meses) de R$ 434,17 e auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) de R$ 371,43.

Já sobre a gratificação, ficou estabelecida a gratificação para o profissional chamado de compensador de cheques, no valor de R$ 165,65. A requalificação profissional em R$ 1.457,68 e um auxilio funeral de R$ 978,08. A indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto é de R$ 145.851,00.

A ajuda de deslocamento noturno ficou em R$ 102,09, o vale cultura, no valor de R$50,00, ficou mantido até o último dia deste ano. Os valores vigentes em 31/08/2017 serão reajustados pelo INPC/IBGE de setembro/2016 a agosto/2017, acrescido de aumento real de 1%.