Expectativa é que reajuste seja aprovado pelo governo a partir de amanhã; alta deve chegar às farmácias até a 2ª semana de abril.

remediosPela primeira vez em mais de 10 anos, os medicamentos devem ter um reajuste acima da inflação. A expectativa é que o governo autorize os laboratórios a aumentar, a partir desta quinta-feira (31), em até 12,5% os preços, segundo cálculos feitos pelo setor farmacêutico.

Segundo o diretor executivo da Abradilan (Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos), Geraldo Monteiro, é provável que o repasse ao consumidor seja feito de forma gradual, mas, até o a segunda quinzena de abril, os medicamentos já estejam com preços novos nas farmácias.

“É importante que o consumidor pesquise preços. Devido à grande concorrência no setor, sempre há promoções pontuais e pode ter empresa que promova reajustes menores, de 3 a 4%, por exemplo”, orienta Monteiro.

Ao todo, 19 mil produtos estão sujeitos ao novo reajuste, que deve ser oficializado pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) até amanhã.

O índice anual de reajuste tem com base a inflação medida pelo IPCA, que ficou em 10,36% em 12 meses. Além disso, são considerados outros três fatores: produtividade da indústria, concorrência das classes terapêuticas para estabelecer faixas distintas de reajustes e forças econômicas como câmbio e energia elétrica.

As oscilações do câmbio e o aumento da energia elétrica tiveram grande influência na composição do índice em 2016. “Grande parte da matéria-prima utilizada é importada”, lembra Monteiro.

Segundo a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) com a anulação dos fatores de produtividade e concorrência, o governo deve determinar apenas um índice de reajuste máximo permitido para todas as categorias de medicamentos. Em 2015, os índices foram de 5%, 6,35% e 7,7%, conforme a categoria.

Fonte: Metro